outubro 31, 2011

Aqua Journal Nov 2011

Acabou de ser liberada a edição de novembro da Aqua Journal Online versão inglesa.
Para quem não conhece ainda esta é a versão em língua inglesa da publicação mensal da ADA Japan, os artigos originais estão sendo traduzidos para a versão inglesa. As assinaturas podem ser feitas no site, seguindo o link abaixo, e custa $ 36 por 12 números ou $ 5 por número avulso.

Nesta edição:

Special Feature: Layout Material Selection
Layout Material Selection Travelling across Japan: Vol.32 Uonuma, Niigata, Japan
Takashi Amano Workshop report: in Malaysia
Traveling Forest in Malaysia: Interview with Takashi Amano
Nature Aquarium Notes: Vol. 43 Nutrient addition for Healthy Growth of Aquatic Plants



Boa leitura!

outubro 28, 2011

ADA Calendar 2012


A ADA acabou de liberar no site oficial imagens do ADA Calendar 2012, para quem ainda não conhece esta é uma peça lançada anualmente, em grande formato (39,2 x 46,2cm) com fotos de altíssima qualidade, no padrão já consagrado de impressos da empresa.

O calendário pode ser adquirido no site da empresa ou por meio dos seus representantes, para o Brasil a Aquabase provavelmente terá exemplares para venda.









outubro 26, 2011

Esculpindo Rochas

Há muito tempo eu alimentava suspeitas de que algumas rochas usadas em aquários asiáticos tinham um padrão um tanto diferente do que eu esperava de alguma rocha natural, não que não fosse bonita, apenas me parecia ser perfeita demais para algo como... bem, uma rocha. Por acaso topei com estas imagens enquanto conversava com o Adriano Nicácio exatamente sobre esta minha suspeita.

A rocha abaixo é do tipo vulcânica, por isso porosas e "mole" em relação a outros tipos de rochas como o granito, não é a toa que ela é facilmente escavada, não que isso fosse nenhuma novidade, pois já havia visto pela internet vasos feitos dessas mesmas rochas, além do próprio Amano ter usado rochas com vasos escavados nos novos aquários da ADA Gallery montados no ADA Seminar, como mostrei neste link. Mas este tipo de trabalho onde se esculpe a pedra eu realmente ainda não tinha visto.





Como podemos ver acima não é nada que as ferramentas certas e um pouco de habilidade não possam fazer. Agora fico ainda com uma dúvida. E aquelas outras pedras, são todas tão lidamente naturais ou nossos amigos asiáticos andam dando uma mãozinha e acelerando o processo em alguns milhões de anos?

É ou não é? Heis a questão - Foto by Zero Aqua




outubro 23, 2011

Aquário Window Type by ADA


Com os novos canais da ADA alguns conceitos vão ao pouco se revelando em sua simplicidade, no ADA View 18 foi apresentado pela primeira vez para nós ocidentais o conceito de aquário Window Type, literalmente aquário de janela. É um conceito simplíssimo de aquário que não requer equipamentos elétricos, e que a despeito das limitações tem sua beleza própria.

Atualização: Vídeo novo no final da postagem.

O "método" deste tipo de aquário consiste na manutenção de uma fauna bem simples, porém adaptada as condições do aquário, no vídeo de exemplo são usados alguns Killifishes, peixes extremamente resistentes a condições muito adversas e alguns camarões. A filtragem é natural por meio das plantas que compõem a peça central do layout: uma peça de Wabi-Kusa disposta sobre uma base composta de pequenas rochas e areia lavada (Cosmetic Sand) completa o fundo do aquário. A iluminação é natural indireta e as plantas se desenvolvem em sua forma emersa, daí o conceito de aquário de janela, local onde as condições devem ser favoráveis para manter este tipo de aquário. Confira o passo a passo no vídeo.


A ADA mantém um site específico para a linha Wabi-Kusa, inclusive mostrando a montagem e evolução de um aquário baseado na técnica. Vale a pena conferir. A técnica Window Type está sendo bastante divulgada pela ADA no Japão, recentemente inclusive lançou uma promoção da linha e criou até uma página no site no oficial.

Atualização: Vídeo com evolução e dicas de limpeza e manutenção do seu Window Aquarium.



outubro 13, 2011

Lições do ADA Seminar 2011

Quem não esteve em Marte nos últimos meses deve ter ficado sabendo que o ADA Seminar 2011, pela primeira vez na história, teve uma boa parte do seu conteúdo transmitido ao vivo pela internet, muita gente passou as madrugadas aqui no Brasil com os olhos pregados no monitor acompanhando o Sr Takashi Amano e seu staff plantando pelo menos uma dúzia de layouts diferentes. A ADA Gallery passou por uma verdadeira renovação de seus aquários.

Ao longo dos anos a ADA tem evoluído o estilo Nature Aquarium e adotado diversas variações do mesmo estilo, o Iwagumi por exemplo já conta com seis variações de estilo. Além disso o Amano tem adotado o uso de várias espécies de plantas diferentes ao longo dos anos, como a Utricularia graminifolia, Staurogyne repens, etc. Algumas espécies inclusive sendo introduções dele para o aquascaping como variações específicas de rotalas, etc.
Estilos de Iwagumi, clique para acessar.
No ADA Seminar transmitido ao vivo e na série de vídeos disponibilizados no Youtube do projeto ADA View, que você pode ver abaixo até o nono vídeo, podemos perceber que mais uma vez a ADA dá um paço a frente e nos brinda com novidades em termos de técnica e de composição de layouts. Infelizmente a empresa ainda não disponibilizou os vídeos do seminário propriamente dito, mas está disponibilizando em vídeo a evolução dos aquários plantados durante o seminário, ao longo das próximas semanas o desenvolvimento sem dúvida será bem mais perceptível do que é atualmente, afinal a maioria dos  aquários ainda está na primeira quinzena desde o plantio. 




O que tiramos de lição?

1) O plantio no setup inicial
Neste aspecto as diferenças são gigantescas entre o que a ADA mostrou e o que nós costumamos fazer e ver os outros aquaristas fazerem aqui no Brasil. Os setups da ADA iniciam seu processo de estabilização absolutamente plantados, as plantas são introduzidas em quantidade suficiente para preencher quase todo o aquário. Quantidades de plantas generosas são introduzidas imediatamente no setup inicial e as vantagens para o sistema são óbvias: Mais plantas para consumir nutrientes que terão picos altíssimos no início do setup de um aquário que não tem ainda um sistema biológico desenvolvido. 

Aquário tomado de plantas já no seu início.
No aquário acima o substrato está quase completamente tomado por plantas, em um mês certamente este substrato estará coberto com as novas brotações, da forma convencional como estamos habituados a fazer esse mesmo resultado demoraria meses para ser alcançado. 

Detalhe do substrato recém plantado.
As implicações de custo para execução de um layout densamente plantado já no seu início são evidentes, certamente muita gente já pensou até aqui : "mas o custo disso é absurdo! É muito caro comprar essa quantidade de plantas." Infelizmente este é um fato, plantas não costumam ser baratas. Mas podemos planejar o aquário para que o seu setup inicial contemple a maior quantidade possível de plantas e ainda dou um alerta: plante definitivamente. Quanto menos você tiver que mexer no seu substrato depois do aquário já montado menor será a possibilidade de ter problemas. Comprar plantas e propaga-las de forma emersa, como as plantas de carpete, é uma opção totalmente válida. Pense nisso e planeje-se.

Como eu sempre digo: "Aquário plantado tem que começar plantado."

2) Musgos à Juliana e técnica do esfregão
Este sem dúvida foi um dos momentos mais engraçados do ADA Seminar, de repente o Sr Amano pegou uma porção de musgos e com uma faca parecia que ia preparar uma bela salada à juliana. Ele picou o musgo displicentemente e pronto. Juro que esperei aparecerem torradas a qualquer momento, mas havia outra finalidade para o picadinho de musgos. O Amano então esfregou o picadinho nas rochas vulcânicas e pronto. A rocha vulcânica é o motivo pelo qual avalio que esta técnica seja efetiva, este tipo de rocha é uma verdadeira esponja de pedra, sua porosidade retém boa parte do musgo que depois de alguns dias começa a se estabelecer com aquele aspecto natural de musgos crescendo sobre pedras. Ponto para o Amano. 

Musgos crescendo fixados nas rochas vulcânicas.
Apesar da sua simplicidade não creio que para nós seja possível utilizar esta técnica, até onde percebi ele só utilizou o musgo desta forma em rochas vulcânicas, pela sua característica já comentada acima, e nossas rochas costumam ser do tipo cristalina, sólidas e muito pouco ou completamente desprovidas de porosidade, mas é válido qualquer teste que alguém se disponha a fazer.

Atualização: Obrigado ao Erivaldo Casado que mandou o link para o vídeo, ai está o Amano em pessoa preparando uma porção de Musgos à Juliana:


3) Cachepot de Rocha
Esta sem dúvida foi uma das novidades mais exóticas do ADA Seminar. Aproveitando ainda as características das rochas vulcânicas, sua porosidade e o fato delas serem facilmente escavadas, a ADA lançou um novo estilo de plantio: plantas em covinhas escavadas na própria rocha. As grandes pedras foram meticulosamente escavadas e pequenas covas foram abertas para servirem de vaso para espécies como Hemianthus micranthemoides, H. callitrichoides, Eleocharis sp. e Hydrocotyle tripartita ou H. maritima (não tenho certeza da espécie) , mas certamente outras espécies devem aparecer no futuro neste tipo de layout. 

Antes de plantar as mudas em seus vasinhos de pedra o Amano os preencheu com um pouco de substrato e depois usou mais um pouco para fixa-las nos orifícios, simples assim. Estou bem curioso quanto a evolução destes layouts.
Covinha com substrato antes do plantio.
H. micranthemoides em suas covinhas
Nano com Eleocharis e Hemianthus, sem plantas no substrato.
Hydrocotyle no vaso e Musgo à Juliana fixado na rocha.
E o que mais?
A ADA aparentemente anda preocupada com a pirataria de seus produtos, e não é para menos. O mercado está sendo invadindo por produtos genéricos da ADA, inclusive anos atrás houve um caso de falsificação dos substratos das ADA. Estes produtos genéricos tem uma vantagem clara que é o preço, porém um item mais obscuro também mostra sua faceta: a qualidade. Entre os vídeos há alguns momentos em que equipamentos da ADA são comparados em iguais condições de uso ao genéricos da concorrência, a diferença de qualidade entre os produtos fala por si. Em vários outros trechos produtos da empresa são apresentados e um membro da equipe explica sua utilização e manutenção.

Produto similar e Polen Glass original
De tudo o que fui capaz de acompanhar estes foram os pontos que considerei relevantes comentar. Claro que ainda há muito mais a ser visto, como por exemplo o cuidado minucioso do Amano na seleção das plantas para cada aquascape, ele inclusive mudou de ideia algumas vezes e trocou espécies de plantas no momento do plantio, mas sorte dele que tem um staff numeroso e uma quantidade absurda de plantas a disposição, mas isso só poderemos conferir quando a ADA postar, se postar, os vídeos do ADA Seminar em seu canal do Youtube. Aguardemos.

Amano concentrado estudando o layout.


outubro 12, 2011

Aquários de Antigamente

Aqueles aquaristas mais ávidos por conhecimento certamente já pesquisaram algo sobre a história do aquarismo, sua origem e evolução até os tempos modernos. Na internet há vários sites contando um pouco dessa história, aqui tem um artigo bem interessante. Outro dia postei um artigo sobre um momento que considero um marco na história do aquarismo moderno: A utilização do CO2 em aquários, vale a pena ler.

Estes dias topei com imagens de alguns aquários antigos em um site de leilões, na verdade são réplicas de aquários antigos, mas que ilustram bem como eram os aquários em um período bem longe no tempo, mais precisamente na Inglaterra na Era Vitoriana, meados do século XIX e início do século XX.

Aquário em ferro fundido, Período Vitoriano
Naquele momento os aquários ainda não dispunham de qualquer estrutura de suporte e na sua maioria não passavam de um taque com água e alguns peixes, que certamente não deviam durar muito tempo.



As fotos acima são réplicas de aquários de século atrás, mas nos dão uma perspectiva do que havia naquele momento. Ainda estes dias fazendo algumas buscas eu me deparei com o PDF de um livro que está na biblioteca da Universidade de Cornell, e seu eu não estiver enganado sua edição é de 1853, o título do livro é "Ocean gardens: the history of the marine aquarium and the best methods now adopted for its establishment and preservation", abaixo eu reproduzo respectivamente as páginas 53 e 59 onde é possível observar o estilo de aquário da época, só não se deixe enganar pela beleza da ilustração pois afinal é uma ilustração, a realidade na época era outra bem distinta.


O livro pode ser visto abaixo:



outubro 11, 2011

Nano Cube Morphing




Um vídeo bem antigo do blog Agua Verde, acho que já postado aqui há muito tempo, mas mesmo depois de 5 anos ele ainda tem seus encantos. Fotos e detalhes do nano estão aqui.

outubro 10, 2011

1# IAPLC 2011 Detalhes

Clique para ampliar

Título: Delicate World

Dados do Aquário
Tamanho: 155 x 81 x 48cm
Substrato: ADA full set
Iluminação: T5 84W x 6
Filtro: Eheim 2217 x 3
CO2: um bocado

Flora
Frente:
Marsilea hirsuta
Marsilea quadrifolia
Bolbitis Heudelotii

Meio:
Glossostigma elatinoides

Nas rochas:
Microsorum pteropus Sp. 'spoon leaf' e alguns musgos coletados.

Fundo:
Rotalas

Peixes:
Hyphessobrycon amandae - Ember Tetra
Paracheirodon axelrodi

Camarão:
Neocaridina heteropoda var. "red" - Cherry Shrimp

O aquário melhor classificado no IAPLC 2011 é criação do arquiteto e aquarista Vietnamita Long Tran Hoang, que criou o hardscape mais intricado que já foi apresentado pelo IAPLC nestes 11 anos de evento. Na minha opinião o aquário é tão absurdamente lindo quanto criativo. Trocando alguns e-mails com o Sr Long ele acabou compartilhou alguns detalhes da criação deste layout, sem dúvida mais um técnicas de deveremos observar nas próximas edições, tanto pela beleza que é capaz de compor quanto pelas possibilidades quase infinitas de arranjo.

Abaixo é possível observar o aquário ainda sem as plantas, o conjunto de rochas torna-se visível e clicando na imagem para ver maior é possível distinguir do lado esquerdo um porção visível de um dos suportes das rochas, uma pequena parte da barra de aço que suporta o conjunto todo.



Nesta segunda imagem abaixo o Sr Long detalhou como tudo foi montado. Conforme ele explicou as rochas são fáceis de fixar usando não apenas as barras de metal, mas também cola epóxi, as pedras colam com facilidade e são facilmente perfuráveis, uma vez definidas suas posições foram fixadas por ambos os métodos.

A rocha 1 foi posicionada para servir de base, a rocha 2 foi então colada a esta e as rochas 3a e 3b colocadas em lados opostos para balancear o conjunto e sustentar a rocha 4. As linhas indicam os locais onde foram introduzidas as barras de suporte. O conjunto menor seguiu o mesmo método e as demais rochas foram acrescentadas ao layout para criar um conjunto harmonioso, dando suporte e fortalecendo o efeito de profundidade. Apesar do tamanho do conjunto sua disposição transmite delicada sensação de leveza.


Sem dúvida ainda veremos outros grandes trabalhos utilizando esta técnica de composição, as possibilidades são grandes.

Detalhe


outubro 07, 2011

Promoção da ADA é assim


Mês passado a ADA publicou um dos seus primeiros vídeos online como parte de uma campanha publicitária para o Japão, a empresa criou um kit contendo aquário nano, stand, plantas, rochas, substrato, peixes e até crustáceos para montar um nano completo em uma só compra. Você pode conferir a página da ação promocional clicando aqui, lá tem o link o vídeo que já foi postado aqui também.

Ontem nosso colega Erivaldo Casado chamou atenção para uma postagem do Agua Journal, mais precisamente essa postagem do dia 7 de outubro. As imagens são bem sugestivas e não deixaram dúvidas, jutando os pontos. Bingo! É um dos tais kits da promoção.

Clique para ver mais imagens.
O kit está disponível no Japão em dois tamanhos, sendo 31 x 18 x 24 e 36 x 22 x 26, os preços incluindo a luminária Mini Solar são respectivamente ¥ 18.900 (~R$ 438,36) e ¥ 19.950 (~R$ 462,70), não sei exatamente o quanto isso é caro para um japonês médio, mas para a maioria de nós brasileiros sem dúvida são preços proibitivos para um nano, mesmo levando em consideração o massacrante padrão de qualidade da ADA.

E falando em padrão de qualidade da ADA estive pensando que temos de certa forma que agradecer a ADA por uma elevação de padrão no que diz respeito a itens para o aquarismo disponíveis hoje no mercado, certamente que os produtos da empresa de algum modo "foraçaram" muitos fornecedores a se adaptarem ao novo patamar que o aquarismo chegou nas últimas décadas. Aproveito para deixar uma dica a vocês que torram seus preciosos Reais em tantos equipamentos, suplementos e rações: cuidado com as grifes, as vezes você paga caro demais apenas por um rótulo, e o produto dentro da embalagem que é o que realmente interessa tem o mesmo padrão, eficiência e qualidade de outro similar bem mais em conta, quando não inferior. Pesquise.


outubro 05, 2011

ADA View


Em seu Canal Oficial no Youtube a ADA publicou uma nova série de vídeos do projeto ADA View. Não deixe de conferir, abaixo os vídeos serão exibidos em sequência:


outubro 04, 2011

Nature Aquarium Seminar 2011 - Graduation Ceremony


Achei por acaso.



Parabéns aos graduados!

outubro 01, 2011

IAPLC 2012 - Cartaz


Na última Aqua Journal o ADA já publicou o cartaz do IAPLC 2012. Aqui está ele:

IAPLC 2012 - Clique para ver maior
Ficou muito bonito em minha humilde opinião.
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